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quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Brentano, inicio da Fenomenologia

Franz Clemens Honoratus Hermann Brentano, viveu de 1838 a 1917. O oposicionismo foi uma característica marcante em sua vida. Foi ordenado padre, mas suas dúvidas sobre o dogma da infalibilidade papal fez com que ele decidisse abandonar o sacerdócio. Formou-se em filosofia, publicando várias coisas da área da história da filosofia, teoria filosófica,ontologia,metafísica, lógica - lingüística e ministrava aulas a respeito do trabalho de Aristóteles.
Em 1974, publicou A Psicologia do Ponto de Vista Empírico, essa publicação foi nomeada posteriormente por estudiosos como uma das primeiras tentativas de “fundar” uma nova ciência, a psicologia da alma.
Brentano defendeu a proposta de um método empírico nos estudos dos fenômenos psíquicos, porem não limitada ao experimental e sim em um estudo baseado na análise das reações provocadas pelas experiências humanas. A este respeito Schultz e Schultz (2005, p.97) vão dizer:
“Brentano considerava a observação, e não a experimentação, o principal método da psicologia. Acreditava que a abordagem empirista caracterizava-se por um escopo geralmente mais amplo,já que aceitava, alem dos dados da observação e da experiência individual, os da experimentação.”
Brentano rejeitou a consciência como algo permanentemente real, afirmou que a consciência só existe se ela for direcionada para algum objeto, “existência-dentro-de”, propondo a intencionalidade como a principal característica da consciência.
Todos os fenômenos psicológicos serão construídos a partir de experiências intencionais, ocorrem como juízos, representações e fenômenos emocionais. Assim o sujeito passa a ser visto como construtor de significado pelo meio de sua percepção de mundo. (Brentano 1995, p. 88):
Todo fenômeno mental inclui algo como abjeto dentro de si mesmo, ainda que os objetos não estejam todos do mesmo modo. [Assim,] Na representação, algo é representado; no julgamento, algo é afirmado ou negado; no amor, amado; no ódio, odiado; no desejo, desejado e assim por diante.
Ele fundou a psicologia do ato, argumentando que o fenômeno psíquico se constitui como atividade e não como conteúdo. A representação em si constitui a atividade da representação, quer seja expressa ou pensada. È a observação no ato e não do ato.
As idéias de Brentano vão dar inicio a uma psicologia que irá buscar as propriedades da consciência através da experiência interna. A partir da sistematização da teoria de Franz, sugiram a psicologia fenomenológica, a psicologia da gestalt, a psicanálise e outras que dão ênfase a consciência como forma de intencionalidade.

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