erra, já se fala há muito tempo, e a maior parte do que se diz passa despercebido. “Uma rosa”, “chove”, “o tempo está bom”, “o homem é mortal”. Esses são, para nós, casos puros de expressão. Parece-nos que esta atinge seu auge quando assinala inequivocamente acontecimentos, estados de coisas, idéias ou relações, porque então não deixa mais nada a desejar, não contém nada que não se mostre e nos faz passar ao objeto que ela designa. o diálogo, o relato, o jogo de palavras, a confidência, a promessa, a prece, a eloqüência, a literatura, enfim, essa linguagem a segunda potência, em que se fala de coisas e de idéias apenas para atingir alguém, em que as palavras respondem a palavras, que se exalta em si mesma e constrói acima da natureza um reino murmurante e febril, nós a tratamos como simples variedade das formas canônicas que enunciam alguma coisa.
(Merleau Ponty)
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